1. Adicionado em Quarta 14 Setembro, 2005.

    Espargo Precoce de Argenteuil

    PRICE2.45EUR

    Espargo Precoce de Argenteuil

    Nome Científico: Asparagus officinallis L.

    Nome Comum: Espargo.

    Nomes Populares: Espargo.

    Família: Liliaceae.

    Origem/História: Espécie originária da Europa. O Espargo era utilizado pelos gregos no seu estado silvestre e foram cultivados pelos egípcios devido ás suas propriedades medicinais, cerca do ano de 3000 aC. Foram cultivados pelos romanos e mais tarde em hortos para alimentação da corte em França e noutros países europeus durante os séculos XV a XVIII. As alterações das técnicas culturais que ocorrem no séc, XIX, trazem a cultura do Espargo para a era moderna.

    Descrição: Planta herbácea perene, constituída por uma parte subterrânea designada por garra, que é composta pelo rizoma e pelas raízes principais. O sistema radicular do Espargo é formado por raízes adventíceas designadas por raizes principais e por raízes laterais, sendo estas responsáveis pela alimentação hídrica e mineral da planta. As raízes principais são carnudas e servem como orgão de reserva. O rizoma contém gemas que dão origem aos caules aéreos, designados por turiões quando estes permanecem abaixo da superfície do solo, sendo estes caules a parte comestível da planta. As folhas são estruturas sésseis reduzidas a escamas. As flores de Espargo são pequenas de cor esverdeada ou amarelada e o fruto é uma baga com 3 a 4 sementes. O espargo é uma espécie dióica.

    Sementeira: Em geral, as sementes de Espargos cultivam-se em local definitivo desde o final do Inverno até meados da Primavera. Em Portugal e todo o Hemisfério Norte nos meses de Fevereiro, Março, Abril e Maio.

    Solos: Os Espargos preferem solos de texturas ligeiras e sem pedregosidades, profundos e bem drenados. Cultura tolerante á salinidade mas sensível à acidez do solo.

    Temperatura: Prefere climas frescos com temperaturas médias entre os 16 Cº e os 24Cº. Os turiões só crescem quando a temperatura do solo, ao nível da garra, atinge os 10 a 12Cº.

    Luminosidade: A intensidade luminosa é importante durante a fase de desenvolvimento e funcionamento da parte aérea, para a reposição de reservas nas garras e para a formação de novas raízes.

    Resistência: Espécie rústica, suporta períodos frios e secos. Sensível à geada.

    Rega: Regular. Evitar o excesso de água.

    Adubação: Proceder a uma fertilização de fundo com a incorporação de matéria orgânica. O correctivo orgânico deve ser incorporado com antecedência em relação à instalação da cultura. A altura de maiores exigências em nutrientes ocorre após a colheita, para reposição das reservas utilizadas pelas raízes durante a produção dos turiões, nesta altura deve-se fertilizar.

    Pragas e Doenças: Afídeo do espargo, crióceros do espargo, lagarta do espargo, mineira do espargo, mosca das sementes, mosca do espargo, rosca, ferrugem, fitóftora, fusariose dos caules, podridão cinzenta, rizoctónia.

    Multiplicação: Semente.

    Colheita e Pós Colheita: Os turiões colhem-se á medida que emergem do solo. A colheita é efectuada manualmente com facas ou goivas, cortando o turião a 20 25 cm de profundidade. A época de colheita não deve prolongar-se além das 8 semanas para não debilitar a cultura. Os espargos devem ser direitos, firmes, tenros, de cor branca ou verde e apresentar brilho. Devem ser conservados no frio a uma temperatura entre os 0 a 6 Cº.

    Utilização: Podem ser utilizados em fresco, congelados ou em conservas. O Espargo tem um sabor delicado, poucas calorias e é particularmente rico em ácido fólico, além de ter propriedades depurativas e diuréticas. O seu consumo é desaconselhado a pessoas que sofrem de gota e reumatismo.

    Autor: André M. P. Vasconcelos (Engenheiro Agrónomo)

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