1. This product was added to our catalog on Tuesday 13 September, 2005.

    Lettuce "Loura Atracção"

    Our Price:  2.45EUR

    Alface “Loura Atracção”

    Nome Científico: Lactuca sativa L. var. capitata. Cultivar “Loura Atracção”.

    Nome Comum: Alface.

    Nomes Populares: Alface, leituga.

    Família: Asteraceae.

    Origem: Leste do Mediterrâneo, Indía.

    História: O nome "alface" vem do árabe "al-khass" ou "aa-lhaç". No Antigo Egipto era cultivada para aproveitamento do óleo extraido das sementes. Na mitologia Grega, a alface foi simbolicamente relacionada com a morte, pois segundo a lenda, o amor entre a deusa Afrodite e o jovem Adonis teve um fim trágico quando este último foi morto por um porco selvagem no jardim das alfaces onde Adonis se escondia. O povo romano, desde a época do Imperador Domitien, começou a ser consumidor da alface e era costume as elites servirem alface como entrada, antes do prato principal, com rabanetes e outros legumes crus. Essa prática ainda perdura em algumas regiões e países. Na época Romana, a alface já era possuídora de todo um conteúdo cultural, medical, religioso e alimentício. A alface foi cultivada pelos antigos Egípcios, existindo representações em alguns túmulos que datam de quase 2700 anos antes de Cristo.

    Descrição: Planta herbácea, anual, compacta, hermafrodita, com raíz aprumada e muito curta, não ultrapassando geralmente os 25 cm de profundidade e com pequenas ramificações. Enquanto a planta está na fase de roseta o caule é impercéptivel mas quando atinge o estado de perfeito repolhamento já se pode considerar como um pequeno caule em forma cónica e na fase de espigamento surge então um de maior tamanho e ramificado, que vai sustentar as flores. Esta variedade caracteriza-se por formar um repolho arredondado, não muito compacto, as folhas são largas,sinuosas e um pouco recortadas, tenras, de coloração verde-amarelada e muito saborosas e crocantes.
    A cultura da alface pode ser realizada durante todo o ano na nossa região, quando produzida em estufa, existindo variedades bem adaptadas ás diferentes estações do ano. É a cultura hortícola protegida de maior expressão na época de Outono/Inverno, pois é capaz de crescer a baixas temperaturas e de tirar partido da fraca luminosidade da época.

    Sementeira: No local definitivo entre Abril/Agosto ou em estufa ou estufim entre Fevereiro/Março, podendo-se semear em tabuleiros ou alvéolos e depois transplantar para o terreno quando a planta tiver cerca de 5-6 folhas verdadeiras e 7-8 cm de altura. Podem ser semeadas no terreno e protegidas do frio com uma cobertura de plástico ou uma manta térmica. Entre os 10-20 Cº de temperatura, a germinação ocorrerá entre 3-7 dias após a sementeira. A sementeira deve ser feita a pequena profundidade, entre 0,5-1 cm. Evitar as horas de maior calor e manter sempre o substrato bem humedecido após esta operação.

    Crescimento: Rápido.

    Transplantação: Entre Abril/Setembro, com espaçamento de cerca de 20 cm. No Outono/Inverno deve-se aumentar o espaçamento(densidades menores), para que o aproveitamento da luz e o arejamento entre plantas seja melhor.

    Luz: Requer boa luminosidade (sol/sombra).

    Temperatura: Planta de clima fresco ou temperado. A alface consegue germinar bem a temperaturas baixas, aumentando a velocidade dessa germinação com temperaturas até 20-25 Cº. A temperatura óptima situa-se entre os 15-21 Cº. Acima dos 25-27 Cº a semente pode entrar em dormência sendo a percentagem de germinação muito baixa. Temperatura óptima para o desenvolvimento da planta situa-se entre os 15-20 Cº, podendo suportar temperaturas inferiores, mas abaixo dos 6 Cº, em algumas variedades podem surgir problemas de ordem nutritiva, levando ao aparecimento de algumas doenças. Temperaturas acima dos 25 Cº leva ao espigamento da planta. O repolhamento depende principalmente do equilibrio luz/temperatura.

    Humidade: Entre 60-80 %

    Solos: Férteis, ricos em azoto, ligeiros e bem drenados, com pH ideal entre os 6,5-7,5.

    Rega: Regular, sem encharcar. As necessidades de água aumentam com o aumento da área das folhas e com o aumento da temperatura. Nos solos arenosos as regas devem ser frequentes e em doses baixas enquanto nos argilosos devem ser menos frequentes mas em doses mais elevadas. Evitar o excesso de água no solo pois pode provocar asfixia radicular, paragem de crescimento e aparecimento de doenças. Evitar regar em horas de calor para prevenir certas doenças e evitar molhar as folhas pois são sensíveis a podridões. De preferência optar por rega gota a gota e manter a superficie do solo seca entre regas.

    Adubação: Fertilizar antes da plantação incorporando matéria orgânica bem composta no solo bem mobilizado. Poderá também efectuar uma adubação de fundo com fertilizante mineral completo. Ex: 8-15-15, 15-15-15. Ter em atenção ao excesso de azoto, pois pode provocar dificuldades no repolhamento e acumulação excessiva de nitratos nas folhas.

    Pragas e Doenças: Larva mineira, mosca branca, pulgões, tripes, lesmas e caracóis, Agrotis segetum, Spodoptera littoralis, Phorbia platura, Plusia gamma. Míldio, podridão cinzenta, Antracnose, Esclerotinia (Sclerotinia sclerotiorum), Septoriose (Septoria lactucae), vírus do mosaico da alface, vírus do bronzeado do tomate.

    Multiplicação: Semente.

    Colheita: Entre Junho/Outubro. A alface é uma planta frágil e a sua degradação é rápida. Depois de colhida deve ser imediatamente conservada em frio, e embalada caso seja esse o objectivo. A colheita deve ser realizada logo pela manhã ou ao final da tarde para que não perca a frescura, cortando as plantas pela base, junto ao solo.
    Após a colheita, deve-se realizar a rotação de culturas, plantando uma leguminosa ou uma hortaliça de outra família, como cenoura, pimentão, berinjela, ou repolho.
    Evitar cultivos sucessivos de alface, para reduzir a ocorrência de podridão, míldio e bacterioses.

    Conservação: Lavar as alfaces em água fria, escorre-las e deixar secar, colocando depois em sacos plásticos no frigorífico. Devido á grande % de quantidade de água existente na sua constituição (95%), a sua conservação é curta, aguantando apenas 10-12 dias no frigorífico. Evitar conservá-las junto de maçãs, bananas e pêras pois estes frutos libetam gás etileno que provoca o aparecimento de manchas e podridões nas folhas.

    Utilização: Muito utilizada pelas suas folhas, na culinária e por vezes em usos medicinais.

    Uso Medicinal

    Indicações: agitação, conjuntivite, hipocondria, insónia, nervos, palpitação do coração, reumatismo, tosse, tensão nervosa, vertigem, nevralgia intestinal.

    Parte Utilizada: folhas, talos, raíz, seiva extraída dos caules.

    Modo de Usar
    Sumo e chá das folhas, talos e raízes, tem efeito sonífero, calmante do estômago e do sistema nervoso. O seu sumo pode também ser usado no fabrico de loções e cremes para hidratar e acalmar a pele e aliviar queimaduras do sol.
    Cataplasma: ferver algumas folhas de alface em pouca água, por cinco minutos. Deixar amornar e untar as folhas com azeite, estendendo-as sobre uma gaze. Aplicar sobre a região atingida, para evitar inflamações, contusões, inchaços, pele irritada e avermelhada.
    A infusão das folhas é tranquilizante, boa para a tosse, anti-reumática, sonífera, digestiva, laxativa suave.

    Constituintes Químicos: óleo essencial, albumina, vitaminas A e C, cálcio, fósforo e ferro. Matéria seca: 2,2% amido, 1,4% proteína, 0,3 % lípidos.

    Propriedades Medicinais: antiácida, anti-reumática, calmante do estômago e do sistema nervoso, diurética, eupéptica, laxante (leve), rejuvenescedora, sonífero.

    Autor: André M. P. Vasconcelos (Engenheiro Agrónomo)

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